Backup e redundância de dados: por que e como fazer?

Redundância de dados

Fazer o backup dos dados da sua empresa não é mais apenas uma precaução – é uma necessidade. Nesse sentido, a redundância de dados ganha cada vez mais importância.

Planejar uma rotina de backup é bem mais complicado do que parece, pois envolve uma série de conceitos que muitas empresas acabam não aplicando na prática.

Dois dos principais conceitos que devem ser levados em consideração quando falamos de redundância de dados são o RPO e o RTO:

  • RPO (Recovery Point Objetive) é o quanto de informação é tolerável perder de informação em um caso de recuperação de desastres;
  • RTO (Recovery Time Objetive) é o tempo que a empresa leva para se recuperar de um desastre.

Esse tempo tem que estar de acordo com a board da empresa, pois imagine o tamanho do prejuízo de um e-commerce em ter um RTO grande. Inviável, concorda? Porém, um arquivo que é usado apenas uma vez por mês não precisa ter um RTO tão baixo ou urgente.

Para exemplificar o RPO, imagine um banco de dados do ERP da empresa, que é alimentado toda hora com novas informações. Em caso de recuperação, talvez não tenha um RTO tão urgente quanto o e-commerce, mas o RPO tem que ser próximo de zero, pois uma série de informações podem ser perdidas nesse tempo.

Sendo assim, a recuperação dos dados deve estar de acordo com as diretrizes da empresa.

Redundância de dados: destino do backup

Outro conceito importante é a redundância do destino de backup. Se você salva o backup no disco do mesmo servidor ou salva apenas em fita, seu backup não está duplicado.

Se você precisar restaurar algum arquivo e essa fita estiver corrompida ou expirada, ou até mesmo sua Tape Library (também conhecida como auto loader) não estiver funcionando, como você irá recuperar seu backup? Por isso, ter outro destino de backup é fundamental para que isso não aconteça.

Como a fita demanda uma gerência e planejamento maior, o ideal – e o mercado está dizendo isso também – é ter a nuvem como backup redundante ao invés da fita. O melhor cenário é ter um job configurado para salvá-lo em disco e depois enviar para a nuvem. Um restore rápido ou um armazenamento menor deve ser feito em disco e um armazenamento maior, o interessante é ser salvo em nuvem.

Hoje, a nuvem é mais barata que comprar discos, pois a AWS, por exemplo, trabalha com Lifecycle Management e envia dados antigos (archives) para um espaço bem mais barato (que é o Glacier).

Como enviar o backup para a nuvem?

Existem várias maneiras de enviar seu backup para nuvem. Uma delas é através da própria ferramenta do Azure chamado “Microsoft Azure Backup Server”. Basicamente, existem dois tipos de backup:

  • Files and Folders: instala o agente em qualquer máquina acima de Windows Server 2008 R2
    e envia determinadas nuvens para um cofre seguro da Azure;
  • Microsoft Azure Backup Server: é necessário instalar um servidor para essa ferramenta e ela
    salva uma cópia local e envia outra cópia da VM para a nuvem.

Você não precisa mais gastar mais com fita, tape library e todo esse gerenciamento de troca de fitas. É só trocar o seu backup em fita para a nuvem! 🙂

Gostou das dicas? Quer ficar por dentro das novidades em segurança digital? Assine nossa newsletter! É grátis!

Allyson Oliveira

Arquiteto de Soluções em Cloud Computing

Site: http://itbox.online

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *